Dislexia na rotina escolar: confira como o SMCE atua!

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A dislexia é um transtorno de aprendizagem que pode trazer alguns desafios no processo de alfabetização e de adaptação dos alunos em uma instituição de ensino. Por esse motivo, a escolha da escola faz toda a diferença para dar o suporte necessário para uma rotina saudável e com muitos aprendizados.

Contar com uma instituição de ensino com projetos de atividades para alfabetizar alunos com dislexia é um ótimo passo para quem tem filhos diagnosticados com esse sintoma. Assim, é possível assegurar que, em momento algum, a criança vai passar por constrangimentos e desconfortos e que terá sua educação garantida.

Neste post, vamos apresentar detalhes sobre como é lidar com esse distúrbio na rotina escolar e mostrar a importância de estratégias pedagógicas para alunos com dislexia. Acompanhe e saiba mais!

O que é dislexia?

A dislexia é um distúrbio que está muito associado ao período escolar, pois é aproximadamente na fase de alfabetização que os sintomas surgem de forma mais nítida.

Esse é um transtorno neurobiológico que apresenta algumas dificuldades na reprodução de tarefas de linguagem. Desse modo, pacientes diagnosticados com essa condição enfrentam um desafio maior em atividades como:

  • aprendizagem das letras;
  • reconhecimento de palavras;
  • soletração;
  • leitura fluente;
  • produção de textos.

Em alguns casos, a dislexia também acompanha outros distúrbios de caráter neurobiológico, como o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). Ao ser diagnosticado com esse quadro, o aluno não tem apenas desafios na associação de tarefas linguísticas, como também apresenta dificuldade de concentração.

Como saber se uma criança tem dislexia?

Boa parte dos casos de dislexia é diagnosticada ainda na infância. Afinal, é durante esse período que a criança começa o processo de alfabetização e se depara com os primeiros desafios. A seguir, veja alguns sinais clássicos!

Atraso no aprendizado da fala

Alguns indivíduos começam a apresentar indícios de dislexia nos primeiros anos de vida. O atraso na comunicação é um exemplo disso. Geralmente, uma criança aprende a falar por volta do primeiro ano e, com cerca de 18 meses de vida, já é capaz de pronunciar frases inteiras, ainda que sejam curtas.

Pessoas com dislexia, contudo, podem levar um tempo a mais para reproduzir essas tarefas. As primeiras palavras podem vir após os 15 meses de vida, enquanto as frases completas só surgem a partir do segundo ano.

Ao notar esse sinal, é possível relatar ao pediatra que acompanha o desenvolvimento da criança. Assim, ele saberá orientar os pais e direcionar o pequeno para um acompanhamento mais preciso, com uma equipe multidisciplinar.

Atividades escolares

A maioria dos pais só consegue identificar os sintomas de dislexia em uma criança durante a fase escolar, ao acompanhar o desempenho dos filhos nas atividades. Os professores também são capazes de notar alguns sinais e apresentá-los aos responsáveis.

Geralmente, uma pessoa com dislexia leva um tempo a mais para se adaptar e aprender as atividades vistas na escola. Dificuldades práticas, como na fala, leitura e escrita, também podem ser observadas no dia a dia da criança.

Diagnóstico médico

Entretanto, é preciso destacar que só se pode ter certeza do quadro de dislexia após o diagnóstico, que é feito por um médico neurologista ou neuropsicólogo. Para a confirmação do quadro, é necessária a realização de diversos testes neurológicos, fonoaudiológicos e psicológicos, além de exames.

Após o diagnóstico, a criança pode passar por um processo de acompanhamento com uma equipe multidisciplinar. Fonoaudiólogos, psicólogos, neurologistas e pedagogos podem dar todo o suporte que precisa para se desenvolver e superar os desafios de aprendizagem.

Qual é a principal dificuldade de crianças com dislexia?

Desde já, vale ressaltar que, para saber como trabalhar com crianças disléxicas, é importante compreender quais são as principais dificuldades que as pessoas com esse transtorno apresentam.

Desse modo, é possível atuar com atividades adaptadas para alunos com dislexia e permitir que a criança possa se desenvolver no processo de aprendizagem ao mesmo tempo que seus colegas de classe.

Uma criança que apresenta dislexia tem, geralmente, mais dificuldade de associar conteúdos linguísticos. Isso envolve a fala, a leitura, a escrita e várias outras tarefas relacionadas.

Nos casos de crianças hiperativas, essa dificuldade aparece junto com uma maior tendência à distração, ainda que não seja intencional. Desse modo, costumam perder o foco, principalmente, em tarefas que envolvem um longo tempo de atenção.

A seguir, entenda mais sobre os principais desafios enfrentados por crianças com dislexia na rotina escolar!

Habilidades motoras

Lembra que o maior desafio da dislexia é a associação de tarefas que envolvem o processamento de linguagem? Acontece que isso se reflete também na reprodução de atividades que requerem habilidades motoras finas.

Esse é o caso da escrita com o lápis ou a caneta. Crianças com o transtorno podem levar um tempo maior, comparadas a outras pessoas na mesma faixa etária em período de aprendizagem, para aprender a segurar um lápis para escrever.

Pronúncia

É possível notar também uma maior dificuldade na fala entre as crianças com dislexia. Isso faz com que possam trocar as letras das palavras na hora de pronunciá-las, ao mesmo tempo em que podem apresentar uma determinada lentidão no discurso.

Aprendizado de palavras

Pode ser mais difícil para crianças com dislexia o aprendizado de novas palavras, não apenas na escrita, como também na fala. Recordar o termo certo para um contexto ou o significado de um conjunto de letras também pode levar mais tempo.

Separação silábica

Para quem tem dislexia, também é complicado compreender como uma palavra pode ser dividida em várias partes. A estrutura lexical, muitas vezes, pode ser um objeto de confusão para um aluno disléxico, o que reflete também no aprendizado do vocabulário e na composição de rimas.

Avaliações com tempo

Como você pôde notar, nada impede que uma criança com dislexia passe pelo processo de alfabetização e aprenda como qualquer outra pessoa. No entanto, o que muda é o tempo que esse período pode levar.

Por esse motivo, tarefas que envolvem prazos curtos, como provas escolares temporizadas, podem ser outro desafio para as pessoas com dislexia. Isso aparece não apenas na infância como durante toda a vida acadêmica, por exemplo, no ensino médio e no curso superior.

Como o SMCE atua com alunos com dislexia?

É dever de uma instituição de ensino ter a preparação adequada para atender às necessidades dos mais variados alunos. Por conta disso, é fundamental contar com um projeto pedagógico que apresenta adaptações para alunos com dislexia.

Implementar atividades para dislexia desde os primeiros anos do período escolar ajuda a criança a estabelecer as próprias estratégias para lidar com suas dificuldades. Desse modo, o indivíduo tem um desenvolvimento cognitivo otimizado e compreende ainda cedo que seus maiores desafios vêm de um transtorno neurológico, e não de falta de esforço, incapacidade, entre outras concepções erradas da dislexia.

Ou seja, é possível notar a importância da escola no aprendizado de uma criança com dislexia, assim como no auxílio do desenvolvimento da autoestima intelectual, com atividades socioemocionais e motivacionais. Com isso, a pessoa tem todo o apoio necessário para aprender com qualidade.

É em torno disso que o Santa Mônica Centro Educacional trabalha. Nosso objetivo é fazer com que as crianças se sintam incluídas no espaço de educação e tenham toda a liberdade necessária para um desenvolvimento cognitivo saudável.

A seguir, confira algumas estratégias pedagógicas de adaptação adotadas pelo SMCE para atuar com crianças com dislexia!

Capacitação continuada

Uma educação humanizada não surge do dia para a noite. Para reproduzir isso em uma instituição de ensino, é fundamental contar com preparação teórica e técnica adequada.

É por isso que toda a equipe do SMCE passa por uma capacitação continuada. Afinal, é de extrema importância que os professores saibam como são as principais características da dislexia e consigam reconhecer alguns dos seus sintomas em sala de aula.

Mais ainda, é indispensável conhecer as melhores intervenções para cada caso. Permitir que uma criança aprenda no seu próprio ritmo é fundamental, seja em quadros com dislexia ou não.

Por esse motivo, toda a nossa equipe está preparada para lidar com alunos com dislexia, respeitando o seu processo de aprendizagem, memorização e compreensão dos conteúdos vistos em sala de aula.

Além disso, a equipe de professores está apta para identificar alguns sinais de dislexia na educação infantil. Desse modo, podem relatar às famílias e orientar a procura por um diagnóstico clínico, a fim de implementar o acompanhamento e as melhores estratégias para contribuir para o processo de aprendizagem da criança. 

Planejamento Educacional Individualizado (PEI)

Sempre que necessário, o SMCE também desenvolve, junto com a equipe pedagógica, um Planejamento Educacional Individualizado, chamado de PEI. Nesse caso, as necessidades do aluno são analisadas separadamente da turma. Assim, é possível criar as adaptações de conteúdo e as estratégias de acessibilidade mais adequadas para cada pessoa.

Nessa proposta, são aplicadas as mais variadas técnicas, como:

  • destaque de frases ou palavras em um texto;
  • repetição de informações recentes;
  • resumos esquematizados com as ideias principais de cada conteúdo;
  • acompanhamento próximo ao professor na sala de aula;
  • avaliações adaptadas.

A principal proposta do SMCE é garantir que todos os alunos, com dislexia ou não, despertem o prazer pelos estudos, de forma lúdica e didática. Para isso, contamos com um plano pedagógico que garante o desenvolvimento da autoestima dos estudantes, a motivação na aprendizagem e, é claro, o respeito às individualidades de cada pessoa.

Quer saber mais sobre como funciona o SMCE? Então, entre em contato conosco! Estamos à disposição para apresentar nosso espaço e nossas práticas.

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