Conheça 8 dicas de estudos para ajudar as crianças

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Com o sucesso da imunização contra a Covid-19, a maioria das escolas aderiu ao retorno às aulas. Algumas ainda se mantêm no híbrido, mas há previsão de restabelecer a totalidade do presencial no próximo ano. Diante disso, muitas famílias estão reorganizando a rotina e buscando dicas de estudos para melhor adaptação a esse momento.

Certamente, os alunos experimentarão novas experiências e passarão por mudanças cruciais até se adequarem ao novo normal. Na retomada às aulas, tanto as instituições como os familiares devem prestar o suporte necessário às crianças. Ter esse cuidado ajuda a manter a integridade física e a saúde mental dos alunos, o que reflete diretamente no desempenho escolar.

Nessa perspectiva, selecionamos 8 dicas de estudo para que esse processo seja feito de forma tranquila e segura. Veja, então, como os pais e a escola podem contribuir, positivamente, com o retorno às atividades escolares presenciais. Aproveite a leitura!

Como preservar a saúde socioemocional das crianças no retorno às aulas?

Do ponto de vista psicológico, é necessário considerar a situação de estresse emocional resultante da pandemia. Ainda que medidas preventivas, como o distanciamento social, tenham sido essenciais para o controle da doença, os impactos causados por essa condição permanecerão vívidos na memória.

Nesse contexto, uma das dicas de estudo é a promoção de ações voltadas ao desenvolvimento das habilidades sociais nas crianças. Vale destacar que as crianças retornarão com as cargas emocionais produzidas pela pandemia e ainda enfrentarão outros desafios. Além da questão mental, isso pode comprometer o seu aprendizado.

Assim, o ideal é priorizar esse tipo de suporte e cuidar para restabelecer os vínculos afetivos entre a comunidade escolar. Como os alunos passaram muito tempo distantes uns dos outros, esse retorno ao presencial exige mais atenção à saúde emocional. 

Além das dicas de estudo, enumeramos algumas medidas que podem ser utilizadas pela escola:

  • ofereça a alternativa de suporte psicológico ou pedagógico por agendamento;
  • oriente aos pais para que relatem eventuais mudanças comportamentais em casa;
  • permita que a criança leve algum brinquedo, devidamente higienizado, para a escola;
  • promova a integração dos alunos e com os professores em espaços abertos e com atenção aos protocolos sanitários.
  • mantenha um diálogo aberto com os professores para viabilizar recursos necessários à adaptação deles a essa realidade.

Como a família pode colaborar com a volta às aulas?

Neste momento em que todos estão envolvidos em desafios que objetivam a superação da pandemia, quem tem filho em idade escolar também têm uma importante responsabilidade. Ou seja, é necessário ajudar as crianças na adaptação às mudanças exigidas pelo retorno presencial à escola.

Não há dúvidas de que a pandemia de coronavírus trouxe muitos aprendizados e experiências transformadoras. Contudo, também houve perdas, danos emocionais e prejuízos que poderão deixar graves sequelas psicológicas. E com as crianças, isso não é diferente, já que elas também estão expostas a esses riscos.

Nesse sentido, listamos algumas ações que podem fazer a diferença para o aluno durante essa retomada ao ambiente físico escolar. Veja quais são!

1. Mantenha uma rotina saudável

Em primeiro lugar, é preciso considerar que as transformações resultantes da pandemia exigem uma reorganização da rotina. Por isso, os pais ou responsáveis devem estar atentos às principais necessidades das crianças e procurar meios de supri-las. Decerto, priorizar uma rotina saudável é essencial para minimizar os impactos negativos nesse momento de retorno à sala de aula.

2. Organize os horários de dormir

Um dos fatores mais relevantes para uma rotina saudável é a manutenção da qualidade do sono. Isso não implica somente em aspectos relacionados ao horário para dormir. Assim, os pais devem adotar algumas medidas que favoreçam um sono tranquilo e restaurador, não apenas da criança, mas de toda a família.

Logo, além de estabelecer um horário fixo para os pequenos irem para a cama, também é necessário cuidar para que o ambiente seja confortável e favorável à qualidade do sono. Então, mantenha as roupas de cama bem limpas, reduza a iluminação e o barulho e guarde o celular fora do quarto. 

Antes de dormir, as crianças precisam se sentir emocionalmente seguras. Por esse motivo, o ideal é que os pais as acompanhem até o quarto. Esse é um hábito que pode ser cultivado em casa, pois ajuda a estabelecer vínculos de amor e confiança. Além disso, fazer um carinho e dizer palavras positivas também é importante para uma boa noite de sono.

3. Otimize a agenda

A otimização da agenda dos pais de modo a reservar um tempo útil em família contribui para o sucesso dos filhos em diferentes aspectos. Nesse contexto, o ideal é estabelecer horários fixos para passarem juntos. Esse tempo pode ser aproveitado para ajudar nas tarefas escolares ou para lazer.

Independentemente do tipo de atividade realizada, as crianças percebem quando os pais reservam um espaço para elas em suas agendas. Mesmo quando a rotina é corrida, é possível otimizar o tempo para dar atenção e carinho aos filhos. Afinal, tempo é questão de prioridade: as pessoas sempre conseguem tempo para o que é importante para elas.

4. Cuide da alimentação

O cuidado com a alimentação também é um dos pontos cruciais para manter a criança saudável no retorno às aulas presenciais. A família deve priorizar uma dieta balanceada para garantir todos os nutrientes necessários à saúde integral. Evite colocar produtos industrializados na lancheira. Procure conversar sobre isso com as crianças e inclua frutas no lanche. 

Como a escola pode ajudar nesse processo? 

Com as mudanças exigidas com o retorno às aulas presenciais, a escola deve estar adequadamente preparada para receber os alunos. Para tanto, enumeramos algumas dicas que podem ser úteis para esse momento. Confira!

5. Manter os protocolos

Mesmo que a maioria das pessoas já esteja vacinada, é necessário manter as medidas sanitárias, principalmente o distanciamento social. Por tal razão, toda a comunidade escolar, inclusive a família, precisa auxiliar nesse sentido. Logo, os pais devem orientar os filhos em casa sobre a importância da continuidade da prevenção da Covid-19.

Como os alunos estão afastados dos colegas há algum tempo, convém reforçar os cuidados nesse reencontro. Sendo assim, a escola deve espalhar cartazes com lembretes das normas e usar outras estratégias para evitar problemas futuros. A adoção dessas medidas ajuda a entender melhor a razão de ainda não poder abraçar e beijar os amigos, mesmo fora da sala de aula.

6. Auxiliar a criança em todas as atividades

Outra dica de estudo importante é orientar professores e auxiliares para ajudar no cuidado com as crianças menores. Isso deve ser feito durante as atividades extraclasse e dentro da sala de aula, principalmente, nos momentos que, antes da pandemia, se permitia certa interação. Na hora do lanche, por exemplo, o ideal é pedir para que elas se sentem e evitem conversas muito próximas umas das outras.

7. Orientar as famílias

A escola deve fazer um planejamento que inclua reuniões periódicas de orientações sobre o retorno às aulas. Nesse momento, os pais e responsáveis devem acompanhar, mais de perto, essa rotina para que possam observar quais são os conteúdos que merecem atenção especial.

Manter as tarefas em dia é uma importante dica de estudo porque evita dores de cabeça e outros desgastes futuros. Também é necessário ficar atento a alguma eventual mudança comportamental, já que o retorno ao ambiente escolar gera ansiedade. Por isso, a equipe pedagógica deve traçar um cronograma de atividades mais adequado a essa situação.

8. Escutar as crianças e esclarecer suas dúvidas

Tanto a instituição quanto os pais e responsáveis precisam refletir sobre o que esse momento significa para as crianças. Por isso, procurar entender quais são os maiores desafios e oferecer escuta é crucial para tornar esse momento mais leve e tranquilo.

Os alunos podem ter dúvidas quanto ao cumprimento dos protocolos, sobretudo sobre o uso constante de máscara e os cuidados de higiene. Nesse sentido, uma conversa esclarecedora faz toda a diferença na adesão às normas exigidas. A compreensão da doença e as consequências que dela resulta precisa ficar claro na cabeça dos alunos. 

Como promover a empatia nesse momento?

Não há dúvidas de que a empatia é um dos pilares mais relevantes para o equilíbrio das relações interpessoais. Essa virtude torna as experiências enriquecedoras e produtivas, já que possibilita a melhor compreensão das necessidades de quem está próximo. Nesse sentido, a equipe pedagógica e os professores devem estar aptos à percepção das dificuldades e desafios de cada aluno.

Priorizar essas medidas ajuda a estabelecer um vínculo de confiança e manter um diálogo acolhedor. Trabalhar a empatia nas instituições educacionais é primordial para aliviar a carga de responsabilidade e promover a união entre as equipes de trabalho. É por meio de atitudes voluntárias de apoio que todos se fortalecem e superam as metas propostas.

Logo, no ambiente educacional, a empatia pode representar a base para a superação dos obstáculos inerentes ao retorno das aulas presenciais. O uso dessa virtude possibilita o desenvolvimento de competências e habilidades essenciais para tornar o ambiente escolar mais atrativo para os pais e os alunos.

Como você percebeu, o afeto e a empatia são a base do equilíbrio para preparar o ambiente e deixá-lo mais harmônico nessa fase pós-pandemia. Portanto, esse é um momento para aplicar o aprendizado que esse período de luta contra a Covid-19 proporcionou. Nesse contexto, essa última dica de estudo assume um caráter mais reflexivo e de compartilhamento de ideais.

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