Confira 9 técnicas de concentração mental para crianças e jovens

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A concentração mental é um assunto que gera muitas dúvidas, principalmente quando se tratam de crianças. A dificuldade de manter a concentração impacta diretamente no processo de aprendizagem, razão pela qual pais e responsáveis precisam estar atentos ao comportamento dos filhos.

Com a tecnologia cada vez mais presente na vida dos pequenos, manter a concentração das crianças pode ser ainda mais desafiador. Afinal, com tantas informações vindas de todos os lados, como garantir que a criança esteja sendo estimulada da maneira adequada?

Neste artigo, aprofundaremos o assunto. Você entenderá como funciona o cérebro da criança e o tempo de concentração natural de cada fase. Ainda, conhecerá alguns exercícios e técnicas que ajudarão a melhorar a concentração mental dos seus filhos. Confira!

Como funciona o cérebro da criança? 

O cérebro das crianças é especialmente preparado para a aprendizagem. Não é por acaso que eles têm uma facilidade para absorver coisas novas. Porém, ao mesmo tempo, podem ter dificuldade de se concentrar nas atividades propostas.

Isso acontece porque, diferentemente dos adultos, o cérebro da criança não está totalmente desenvolvido. Ao observar uma criança muito agitada, desmotivada ou desinteressada, é preciso ficar atento, procurando entender as causas e eventuais soluções que podem ser adotadas para minimizar o problema.

Uma das principais preocupações dos pais é de que os filhos consigam manter o nível de concentração mental necessário para realizar as tarefas propostas, seja na escola ou no ambiente doméstico.

O primeiro ponto que precisa ser considerado é a idade da criança, isso porque o tempo de concentração das crianças varia de acordo com a idade e nível de desenvolvimento.

Por quanto tempo cada idade consegue se manter concentrada?

Portanto, o primeiro aspecto que precisa ser analisado quando se fala em concentração mental diz respeito a idade da criança. Muitas vezes a dispersão acontece, pois a criança já ficou muito tempo envolvida naquela atividade.

Daí a importância de conhecer a crianças e observar as particularidades de cada caso. Para começar, tenha noção do tempo médio de concentração das crianças de acordo com a idade:

  • 1 ano: 3 a 5 minutos;
  • 2 anos: 4 a 10 minutos;
  • 3 anos: 6 a 15 minutos;
  • 4 anos: 8 a 20 minutos;
  • 5 anos: 10 a 25 minutos;
  • 6 anos: 12 a 30 minutos;
  • 7 anos: 14 a 35 minutos;
  • 8 anos: 16 a 40 minutos;
  • 9 anos: 18 a 45 minutos;
  • 10 anos: 20 a 50 minutos.

O desenvolvimento do cérebro pode impactar no tempo em que a criança permanece concentrada em uma atividade. É importante que os pais leiam sobre desenvolvimento infantil para entender as características e o que esperar da criança durante as diferentes fases de desenvolvimento.

Claro que todos esses valores são médias e estimativas e que podem haver variações. O ser humano é único em suas características, daí a necessidade de observar e avaliar seu filho de forma individualizada.

Caso os pais ou a escola notem que o problema de concentração mental pode sinalizar algo mais sério, é recomendado encaminhar a criança para uma avaliação com um profissional da área de saúde.

Como saber se uma criança tem problemas de concentração mental?

Essa talvez seja a dúvida mais comum dos pais, afinal, como saber se a criança tem um problema de concentração? A melhor forma de avaliar eventuais dificuldades ou problemas é observando o comportamento. Listamos algumas características comuns em crianças que têm dificuldade de concentração:

  • a criança não ouve quando você fala com ela;
  • se distrai com facilidade;
  • enfrenta dificuldade de aprendizagem na escola;
  • é desorganizada e esquece das coisas com facilidade;
  • tem baixa autoestima e autoconfiança;
  • apresenta dificuldade de concluir as tarefas;
  • tem dificuldade de se manter continuamente concentrada nas tarefas que lhe são propostas;
  • apresenta ansiedade;
  • tem problemas de comunicação;
  • enfrenta problemas de relacionamento e comportamentos inadequados.

A combinação de vários sintomas acima listados pode ensejar o diagnóstico de disfunções. Daí a importância dos pais ficarem atentos ao comportamento dos filhos e investigaram a eventual existência de algo mais sério.

Mas fique tranquilo, a falta de concentração mental não é, necessariamente, sinônimo de doença. Ela pode ter outras causas e, neste caso, ser facilmente resolvida com exercícios e técnicas de concentração.

Vale destacar que o uso de celulares e tablets por longos períodos afeta a concentração e outras habilidades cognitivas das crianças. Com o uso cada vez mais prematuro e durante longos períodos, muitas crianças têm sofrido consequências observadas, principalmente, no processo de aprendizagem, desenvolvimento e socialização.

Como treinar a concentração das crianças?

Afinal, como treinar a concentração das crianças? Enfim, chegamos aos exemplos práticos de como melhorar o nível de foco e concentração dos pequenos.

Não existe uma fórmula mágica que pode ser aplicada para resolver esse problema de uma maneira definitiva. Assim como tudo que envolve educação infantil, o esforço e o trabalho contínuos são essenciais.

A recomendação é que os pais trabalhem desde cedo na organização de tarefas e programação das atividades de forma positiva. O controle sobre o tempo de uso das telas também é essencial. Os estímulos dos aparelhos eletrônicos afetam negativamente a atenção das crianças.

A seguir, você conhecerá estratégias, técnicas e práticas que podem ser inseridas na rotina da criança para que ela melhore os níveis de concentração mental e, consequentemente, do desenvolvimento da aprendizagem.

Quais jogos estimulam a concentração mental?

Neste tópico, não falaremos apenas sobre jogos, abordaremos técnicas e estratégias que podem ser utilizadas como forma de estimular a concentração nas crianças.

Os pais precisam ter em mente que todo processo envolve disponibilidade e dedicação, já que as crianças precisam de orientação dos adultos para cumprirem com as ações propostas.

1. Leitura

A leitura é uma das técnicas mais eficientes para o desenvolvimento da concentração. Este hábito deve ser desenvolvido desde cedo, pois oferece vários estímulos para a criança. Além da concentração, ajuda na criatividade, na imaginação, no aumento do vocabulário e na aprendizagem do idioma.

A atividade também é recomendada como forma de fortalecimento das relações entre pais e filhos. Contar histórias aos filhos antes de dormir é uma maneira de construir boas memórias, compartilhar afeto e incentivar bons hábitos.

2. Jogos de memória e de adivinhação

Brincadeiras como jogos de adivinhação tipo “o que é, o que é” e jogos de memória são ferramentas poderosas para o desenvolvimento da concentração. Além de contribuir para manter o foco, ajudam no desenvolvimento do raciocínio, da observação, atenção aos detalhes e dedução. Os jogos de memória ajudam a estimular a memorização e o senso de orientação espacial.

3. Prática de atividades físicas

Poucas pessoas sabem, mas as atividades físicas trazem muitos benefícios para a saúde mental. Ajudam na concentração, pois a mente só consegue ser saudável se o corpo estiver em sinergia com ela. Somado a isso, os esportes ajudam a desenvolver habilidades motoras, favorecem a perseverança, a disciplina, cooperação e a competitividade.

4. Artesanato e atividades manuais em geral

Tão importantes quanto a leitura, as atividades manuais contribuem para a concentração, melhora na coordenação motora, imaginação, desenvolvimento cognitivo e criatividade. Desde brincadeiras com massa de modelar até atividades de pintura e desenho. Invista neste tipo de atividade como mecanismo de melhora para a concentração.

5. Atividades e brincadeiras em grupos

O trabalho em equipe ajuda no desenvolvimento da cooperação, no aprendizado sobre paciência e no entendimento sobre a importância de tomada de decisão de forma conjunta. Brincadeiras em grupo estimulam a concentração e permitem que a criança aprenda a manter o foco e a esperar a sua vez.

6. Programação e tecnologia

Se o seu filho gosta de tecnologia e de usar o celular, que tal trocar os momentos de jogos e redes sociais por um curso de programação? Programar se tornou uma atividade acessível até para crianças e existem cursos específicos voltados para isso.

A criança aprenderá a criar seus próprios jogos o que estimulará a criatividade, concentração e contribuirá para a melhora no desempenho escolar.

7. Técnicas de estudo

A curiosidade das crianças é uma das ferramentas mais poderosas no seu aprendizado. É natural que uma criança tenha interesse nas coisas que acontecem a sua volta e sintam vontade de aprender. A grande dificuldade encontrada por essas crianças é permanecer muito tempo sentadas fazendo os deveres com apenas o livro e o caderno.

Como mudar isso? A participação dos pais é fundamental! Se possível, participe dos estudos do seu filho e insira na rotina um conceito de dinamização dos métodos: converse sobre o conteúdo, mostre vídeos explicativos, use jogos educativos e até filmes que permitam aprofundar aquele conhecimento.

Essas técnicas ajudam a manter a concentração e enriquecem o processo de aprendizado. O estudo deve ser visto como uma atividade produtiva e divertida.

8. Teatros e atividades lúdicas

Crianças menores têm uma imaginação fértil, você aproveita essa característica para inserir atividades lúdicas no processo de aprendizagem e concentração. Teatro e brincadeiras de faz de conta contribuem para o desenvolvimento cognitivo e criativo, também ajudam a manter o equilíbrio emocional.

A criança tem mais facilidade de se concentrar quando ela pratica uma atividade alinhada aos seus interesses e ao desenvolvimento de suas habilidades.

9. Jogos de tabuleiro e jogos de cartas

Por fim, não podemos deixar de mencionar os jogos de tabuleiros e de cartas. Eles não ajudam apenas no desenvolvimento da lógica, mas contribuem para que as crianças aprendam regras e saibam como pensar de forma estratégica. A criança aprende, desenvolve a imaginação e a concentração.

Estes são alguns exemplos de atividades e técnicas que podem ser utilizados para auxiliar na concentração das crianças. Porém, não se trata de uma lista restritiva e pode ser adaptada às necessidades individuais do seu filho.

A ideia é que você use estes exemplos como alternativas que devem ser encorajadas no dia a dia da criança. Encorajar significa incentivar, mas não se limite a entregar o livro ou jogo de tabuleiro para a criança, você precisa participar do processo.

Os bons hábitos devem ser desenvolvidos no dia a dia, por isso, crie uma rotina simples que inclua a participação das crianças nas tarefas de casa: arrumar a própria cama, arrumar a mesa do almoço e guardar a louça.

Além de adquirir autonomia ela entende a importância da sua participação na rotina familiar e vai criando um senso de responsabilidade. Todas essas práticas contribuem para a concentração e o desenvolvimento cognitivo da criança.

Quais fatores atrapalham o desenvolvimento da concentração?

Hoje, um dos principais problemas envolvendo a concentração das crianças é o uso de telas. Smartphones e tablets, quando utilizados em excesso, podem causar danos ao desenvolvimento e concentração dos pequenos.

A falta de rotina em casa também pode ser um ponto negativo, somado a isso, a ausência de participação dos pais e de orientações na educação, são aspectos que afetam o desenvolvimento e podem estar associados à dificuldade de se concentrar.

Como lidar com isso?

A dica é ter uma rotina organizada, com regras claras quando aos horários de lazer, de estudo e de participação nas obrigações domésticas. A criança deve ter um espaço adequado para estudar e brincar.

Um ambiente familiar saudável, a prática de atividades físicas, uma boa alimentação e uma rotina de leitura também ajudam a lidar com o problema. Motive seus filhos a manterem bons hábitos e fique atento aos horários de sono, dependendo da idade, a criança deve dormir 8 a 12 horas por dia.

Quer aprofundar o tema sobre concentração mental? Aproveite para conferir este conteúdo especial sobre crianças hiperativas e os desafios da concentração.

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