Como trabalhar emoções na educação infantil?

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Saber como trabalhar emoções na educação infantil é fundamental tanto para os educadores quanto para os pais das crianças. Trata-se de uma tarefa complexa, que leva tempo e exige paciência de todas as pessoas que lidam com os pequenos no dia a dia.

Sabemos que para a vida adulta já é bastante difícil ter de lidar com as pressões do trabalho, os problemas de relacionamentos, a raiva, a tristeza, a frustração, entre tantos outros desafios. E, muitas vezes, as emoções acabam predominando sobre o lado racional e resultando em problemas.

Por isso, é tão importante ensinar as crianças a administrarem suas emoções desde pequenas. Quanto mais cedo elas são ensinadas a gerir seus sentimentos, mais sadio seu desenvolvimento será e mais fácil se torna o amadurecimento emocional para levar uma vida mais plena na fase adulta. Neste post, temos a missão de conversar sobre o tema e sugerir como trabalhar melhor as emoções das crianças. Que tal conferir?

Por que ensinar as crianças a lidar com as emoções?

Trabalhar corretamente e cuidar bem das emoções infantis é fundamental para que as crianças tenham mais chances de se tornarem adultos psicologicamente saudáveis. Na infância, os sentimentos como alegria, tranquilidade, angústia, raiva e tristeza ainda não são bem compreendidos por elas.

Por isso, elas precisam de suporte para saber como lidar com cada um deles em diferentes situações. Esse aprendizado é importante tanto nessa fase quanto na vida adulta. Sendo assim, para facilitar e deixar tudo mais leve, vale muito incorporar brincadeiras e atividades que ajudem a trabalhar as emoções no cotidiano dos pequenos.

Aprender a balancear as alterações de humor ajuda muito com a redução da ansiedade infantil. É essencial, portanto, que eles entendam como os momentos de euforia e de tristeza são passageiros, da mesma forma que a calma e o estresse. E que todos eles têm um papel importante em nossas vidas, como o medo, que existe para nos proteger de perigos, mas não pode alcançar níveis tão altos a ponto de nos paralisar e ameaçar nossa saúde mental.

Quais as principais formas de trabalhar emoções na educação infantil?

Sabemos que existe uma imensidão de tipos de sentimentos diferentes, que se manifestam ao longo da vida. No entanto, as crianças precisam começar a compreender apenas alguns mais básicos como alegria, medo, tristeza raiva, tédio e calma.

Há, então, diversas maneiras de se trabalhar emoções para crianças e a construção de um espaço seguro para que elas expressem seus sentimentos é interessante, uma vez que permite que se ganhe mais confiança entre educador e aprendiz. Dessa forma, os pequenos podem se sentir mais à vontade para compartilhar o que sentem ou pensam, sem medo de julgamentos ou de críticas.

Como ensinar as crianças a reconhecer suas emoções?

Para começar a aprender mais sobre suas emoções, as crianças precisam conversar sobre o assunto com seus pais, educadores e responsáveis. Nesse sentido, é papel dos adultos saber como conduzir esses momentos, ensinando o que representa cada emoção que surge, conforme as fases do desenvolvimento infantil.

Ao proporcionar o reconhecimento e a gestão de suas emoções, a criança poderá desenvolver mais consciência sobre o que provoca cada sensação e reação em si mesma. Isso é válido até quando é necessário lidar com as indesejáveis birras, que nada mais são que parte desse aprendizado.

Esse trabalho, então, pode ser introduzido de forma gradual no dia a dia da criança, por meio de recursos como livro sobre emoções infantis, brincadeiras, filmes e jogos. As histórias também funcionam muito bem como forma de estimular a imaginação e ajudar a identificar as emoções dos personagens e depois, levar a refletir sobre elas fazendo uma ponte com os sentimentos apresentados pela criança.

Quais são as dicas práticas para lidar com as emoções de forma lúdica?

Conte histórias

A contação de histórias é a maneira mais leve de começar a introduzir temas normalmente difíceis de abordar diretamente, ainda mais quando se trata de crianças. Ao contar uma história, você permite que a criança dê asas à imaginação para se conectar com os personagens e desenvolver empatia com seus sentimentos.

E, para ajudar a encurtar caminho, você pode escolher livros já publicados como aliados nessa tarefa tão especial. Assim, no livro “O monstro das cores”, é possível falar sobre a história dos sentimentos por meio do significado das cores.

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Na história, o “monstro” muda de cor toda hora e, às vezes, mistura todas as cores sem perceber que isso acontece. Então, sua amiga é quem explica o que está acontecendo, dando o significado de cada cor e sua correspondência com os sentimentos. O azul seria a tristeza, o cinza o medo, o vermelho a raiva, o verde a calma, o amarelo a alegria e o amor, o rosa. Assim, o ajuda a administrar suas emoções.

Como proposta da história, a autora Anna Llenas posiciona a menina como mediadora para ajudar o monstro a trabalhar as emoções. Assim, você pode buscar equilíbrio usando o afeto como um exercício para confrontar raiva e medo, conseguindo chegar a sentimentos mais elevados como amor e alegria.

Outra indicação é o livro O emocionário, um dicionário sobre emoções onde prazer, entusiasmo, ódio, orgulho, insegurança, alegria e outros sentimentos têm suas representações feitas por ilustrações que as explicam de forma delicada e simples.

Mais uma boa opção é o filme Divertidamente, que conta uma história que se desenrola na cabeça de uma garotinha, Riley, de 11 anos, e no mundo externo com todas as questões que permeiam sua vida em família. Assim, a Sala de Comando da mente de Riley é ocupada pela Tristeza, Alegria, Raiva, Nojinho e Medo e guiam a menina desde seu nascimento, passando a se complicar depois que a família muda para outra cidade. Nesse ponto, suas emoções são testadas.

Estimule atividades artísticas e práticas de esportes

A prática de esportes e atividades artísticas contribuem imensamente para que seu filho desenvolva aceitação de regras, disciplina, autonomia, desafios, lide com frustrações, com a derrota e outros problemas.

Uma maneira de aprender a expressar e entender emoções por meio da arte é tomando aulas de teatro, música e pintura.

Pratique jogos

Muitas vezes, as palavras não são suficientes para ajudar a comunicar satisfatoriamente, assim como as imagens também não chegam a expressar profundamente o que se deseja comunicar. Então, a mímica pode cumprir muito bem esse papel, de forma divertida e criativa.

Assim, jogos de mímicas com caretas estimulam a percepção visual e ajudam a desenvolver habilidades motoras nos pequenos. Com esse jogo educativo, as crianças podem montar caretas engraçadas e aprender sobre expressões e partes do rosto, além de descrevê-las. Por exemplo: orelhas grandes, olhos apertados, dentes estufados e outras combinações.

Você pode, ainda, inventar joguinhos de adivinhação perguntando com quem tal careta se parece. É uma maneira bastante didática e divertida de ajudar as crianças a identificarem expressões relativas às emoções.

Brinque com bonecos e fantoches

Da mesma forma que as caretas e as mímicas, os bonecos e fantoches permitem que você abuse da imaginação com os pequenos, improvisando um teatrinho.

Experimente encenar os bichinhos preferidos da criança para trabalhar as conquistas ou dificuldades dela. Compartilhe, por exemplo, que o cãozinho ficou triste quando vivenciou determinada situação e observe como o pequeno reage. O resultado pode ser revelador.

Use o espelho da emoção

Usar um espelho é um modo mais direto de colocar a criança frente a frente com seus sentimentos ao reconhecer suas expressões em seu reflexo. Se posicione, então, diante do espelho e convide a criança para demonstrar como fica seu rosto quando ela sente alegria, raiva, nojo e surpresa, por exemplo.

Você notou como trabalhar as emoções na educação infantil não é tão complicado? É uma tarefa necessária e pode ser realizada de maneira divertida, leve e sem nenhuma pressão, desde que se identifique o momento certo, com a técnica adequada para cada fase da infância.

Se você gostou dessas dicas, o que acha de dar uma conferida em um assunto um pouco mais delicado? Como o bullyng pode impactar a vida adulta?

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